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O 2º turno das Eleições 2026 será realizado no dia 25 de outubro. Até lá, eleitoras e eleitores podem ajudar a combater a desinformação eleitoral denunciando conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto que possam comprometer a confiança no processo eleitoral. Para isso, a Justiça Eleitoral disponibiliza o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), canal que recebe relatos da sociedade e encaminha às plataformas digitais os casos que exigem providências.

Desde 16 de agosto, data que marcou o início da propaganda eleitoral nas ruas e na internet para o 1º turno, o sistema recebeu 16.775 apontamentos.  

As denúncias podem ser feitas anonimamente. Para facilitar a análise, é importante fornecer o máximo possível de informações sobre o conteúdo denunciado.

Como denunciar?

Para enviar um alerta, basta preencher o formulário disponível na página do Siade e seguir estas orientações:

- Informe em qual plataforma o conteúdo foi publicado, como Facebook, Instagram, TikTok ou WhatsApp.

- Insira o link exato da publicação, do vídeo ou da página denunciada.

- Informe se o conteúdo já foi analisado por alguma agência de checagem de fatos.

- Explique por que considera o conteúdo falso ou enganoso.

- Anexe uma captura de tela do celular ou do computador que permita identificar e compreender a publicação.

Quanto mais completas forem as informações, mais elementos haverá para a análise do alerta.

O que denunciar?

O Siade recebe relatos sobre conteúdos e práticas que possam ameaçar a integridade das eleições. Entre os exemplos, estão:

- informações falsas sobre a segurança e o funcionamento das urnas eletrônicas;

- perfis que se passam por órgãos da Justiça Eleitoral;

- discursos de ódio e discriminação;

- uso indevido do logo da Justiça Eleitoral;

- tentativas de impedir ou desestimular o voto;

- informações incorretas sobre datas, horários ou locais de votação;

- disparos em massa de mensagens eleitorais pelo WhatsApp;

- ataques ou ameaças contra integrantes da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.

O Siade não realiza investigações. A equipe responsável analisa os relatos recebidos e, quando identifica possíveis violações, encaminha os casos para as providências cabíveis.

Quando uma violação é identificada, o relato é encaminhado à plataforma digital responsável para que sejam adotadas as medidas previstas no plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral.

Se houver indícios de crime ou de infração administrativa eleitoral, o caso também poderá ser encaminhado aos órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia Federal.

Mas não confunda: existem diferenças entre o Siade e o Pardal, o app da Justiça Eleitoral para denunciar propaganda irregular. A escolha de cada canal depende do conteúdo que você deseja denunciar. (Por TSE/Edição Folha)