A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da 2ª Delegacia Regional de Guanhães, com apoio da equipe da Polícia Civil em Passa Quatro, prendeu um homem de 29 anos em cumprimento a mandado de prisão no município de Passa Quatro, no Sul do Estado.
O investigado é suspeito de envolvimento em diversos crimes patrimoniais, bem como contra a administração pública e a fé pública, praticados em um cartório localizado no município de Senhora do Porto.
As investigações foram conduzidas pelos delegados Robert Salles e Marceleandro Silva, da 2ª DRPC de Guanhães, que reuniram elementos probatórios indicando a prática de fraudes no âmbito da serventia extrajudicial, além do risco de prejuízo à instrução criminal.
Diante disso, foi representada pela prisão preventiva do investigado junto ao Poder Judiciário, medida devidamente deferida. O mandado foi cumprido pela Delegacia de Polícia Civil em Passa Quatro, por equipe coordenada pelo delegado Bruno Cunha.
O investigado, que exercia a função de tabelião substituto, é apontado como um dos principais articuladores do esquema. Entre os crimes apurados estão peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento público, supressão de documentos e lavagem de capitais.
As apurações indicam que o grupo utilizava a estrutura do cartório para emissão de documentos fraudulentos, uso indevido de selos notariais e supressão de arquivos eletrônicos, condutas que teriam causado prejuízos a particulares, ao Estado e à fé pública.
Também há indícios da prática de golpes patrimoniais relacionados a negociações imobiliárias, bem como da utilização de documentos falsos para obtenção de vantagens financeiras.
Segundo o delegado Robert Salles, “a prisão cautelar constitui medida necessária para resguardar a instrução do inquérito policial, evitar interferências indevidas e assegurar a aplicação da lei penal”.
O delegado Marceleandro Silva destacou que “as investigações evidenciaram indícios consistentes de um esquema estruturado e complexo, sendo a pronta atuação da Polícia Civil fundamental para interromper as práticas ilícitas e avançar na responsabilização dos envolvidos”.
A Polícia Civil de Minas Gerais reafirma seu compromisso com a defesa da legalidade e informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos, rastrear valores eventualmente desviados e dimensionar a totalidade dos prejuízos causados. (Por PCMG/Edição Folha)