Criado há nove anos Parque Estadual
do Candonga não sai do papel
Rico em biodiversidade, o parque que tem uma área de aproximadamente 3.302.66 ha foi criado através do decreto 40170 de 17/12/1998, pelo então governador Eduardo Azeredo.
Criado com o objetivo claro e definido de preservar a fauna e flora, bem como o de desenvolver condições para a pesquisa e estudos, o parque, até então, não saiu do papel. Segundo o Núcleo Regional do IEF, em Guanhães, desde que o decreto entrou em vigor há seis anos nenhum dos artigos foi cumprido pelo Estado, a começar pelas desapropriações necessárias, os investimentos em infra-estrutura e a destinação da área para total administração do IEF-Instituto Estadual de Florestas, conforme o art. 4 do decreto 40 170. Segundo informações de pecuaristas da região, parte da área do parque foi vendida pela Floresta do Rio Doce à terceiros.
Apesar da contradição, ações de prevenção e combate a incêndios, vistorias do IEF e patrulhas da Polícia do Meio Ambiente são feitas rotineiramente. O que poderia se tornar referencial do desenvolvimento sustentável de Guanhães e região, tornou-se a mais banal virtualidade projetada em forma de Lei. Com a palavra, as autoridades competentes.
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