Almirantes e origames
Qualquer um é bom navegante em mar calmo. Verdade? Nem sempre. Em meio às tempestades da política regional muitos almirantes, em terra firme, afundaram-se por inteiro ao embarcar nas ondas da pirataria e nas canoas furadas de piratas que rondam os anos eleitorais.
Submersos no mais completo despreparo e na mais obscura ausência de inteligência – inclusive a emocional - os governantes do nordeste permitiram que monstros marinhos penetrassem não apenas as proas, mas as cabines das embarções que deveriam transportá-los ao porto seguro de suas eleições ou reeleições. Por pouco não morrem em alto mar tornando-se náufragos de sua própria obtusidade.
Piratas de plantão - caolhos não por acaso – quase conseguem furar os olhos da gestão regional ao oferecer a seus almirantes barquinhos de papel para o transporte do desenvolvimento e do progresso da região.
Como marinheiros de primeira viagem, os governantes embarcaram.
O bom é que aqui, por mais que acreditem alguns, não é terra de cego e quem tem um olho só não é rei.
As últimas eleições demonstraram isso claramente e o risco de almirantes descascarem batatas no porão, foi grande.
O guanhanense sabe disso.
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