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Sem fato novo

Debater, eis o verbo da manhã de terça. Isolado, medonho, insano, insosso, no entanto apimentado. O encontro e a discussão de propostas elaboradas por aqueles que pretendem governar a maior cidade da região ficaram esquecidas nos laptops de asseclas irônicos e não compareceram ao debate no rádio. O encontro não aconteceu. O desencontro tomou conta do pseudo debate. A desinformação foi por diversas vezes apresentada como verdade absoluta, num festival de desencontros vocálicos, de cacofonias e de absurdos com a língua pátria.

Fora a questão da língua, teve ainda o desvalor da pátria colocada como o habitat de milhares de desvalidos. Os participantes disputavam a maior parcela de assistencialismo e a maneira de mantê-lo em foco. Um desrepeito só. O cidadão que buscou no debate a confirmação de uma escolha ou mesmo a escolha, se decepcionou. O que se ouviu foi um desferir de farpas e ironias que não agregaram valor a quem as desferiram, não importando se na réplica ou na tréplica. Para os ouvidos apurados faltou muito. Para o eleitor que vem crescendo a cada dia, a cada eleição: Réplica. Tréplica não.

E o debate acabou sem liga e o que é pior, sem nenhum fato novo.

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