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Lixo, uma questão de cidadania

Em meio ao emaranhado de sobras, restos e coisas – nos melhores e nos piores estados - que diariamente são descartados no lixo caseiro, um emaranhado de mãos se revesam na separação do mix de ignorância, falta de informação e de consciência do cidadão guanhanense.

Guanhães produz 16t/dia de lixo e de desrespeito pelas pessoas que sobrevivem da reciclagem. As condições de trabalho dos catadores, unidos por uma associação, não têm tantas complicações jurídicas como têm fatores de risco à saúde de todos os 29 membros que lidam no lixão.

Cabe ao guanhanense, o maior consumidor (pelo menos em tese) e portanto o maior produtor de lixo da região reavaliar seus conceitos, eliminar seus preconceitos e dentro da ótica de pólo regional, caminhar para regionalizar em nome da cidadania, o posto de referência em educação e consciência ambientais.

O ano de eleições é um bom momento para aprender e compreender melhor o lixo.

O que deve, ou não, ser descartado? O que pode, ou não, ser reciclado? O que pode, ou não, ser reutilizado? Todo cuidado é pouco para não cair na síndrome do plástico: popularidade exagerada e opção equivocada. O que parece ser inofensivo, depreda por décadas, com sérias conseqüências para o homem e o meio ambiente. Em ano de eleições, nunca é demais lembrar: que lugar de lixo é no lixo. Afinal, lixo é uma questão de cidadania, ou da falta dela.

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