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Nem oposição, nem situação. Posição.

Em ano eleitoral e próximo de findar o prazo para registro começam os buburinhos em relação às candidaturas. Cassações, impugnações, situações, vinculações, armações, violações, insatisfações, enfim, ações com o fim único de desestabilizar o cenário político e enfraquecer a outrem.

No entanto em que pese tais atitudes –uma infeliz herança da cultura política brasileira - o momento é de escolha, que espera-se, livre e consciente.

Tão livre, que não necessite ser oposição para demonstrar que é culto,esquerda antenada e que quer mudanças.

Tão consciente, que não se envergonhe de declarar ou defender (ou não) sua escolha pela situação sem medo de parecer retrógado, pelego ou direita emburrecida.

Enfim, o tempo urge cidadania na acepção da palavra, que permita ao eleitor ser cidadão sem ter que ser necessariamente oposição. Cidadania que imprima no senso comum o bom senso de um posiocionamento inteligente, de uma posição em favor da liberdade do ser, de ser e de virar à direita ou à esquerda, livremente, sem preconceitos.

Manter o status quo pode não ser uma escolha de ou da oposição mas definitivamente é uma posição e até o presente momento altamente exeqüível.

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