
Segundo informou a coordenadora da Vigilância, Aline Soares, o local não oferece nenhuma condição higiênico-sanitário. “Em um tambor estava a buchada; no chão, o couro do boi e um monte verde, que é chamado rumem (retirado de dentro do estômago do bovino). Diretamente sobre o chão sujo de sangue é feito o abate com machado. Também foi encontrado ganchos para dependurar os animais”, contou.

Ainda segundo a coordenadora, no local também havia um gado preso que provavelmente seria abatido à noite. “O gado estava muito estressado no ato da fiscalização, sem água para beber e sem alimento”, comentou.


Segundo a Polícia Ambiental, que acompanhou a inspeção, no abatedouro foi encontrado um funcionário do açougueiro, que apesar de todos os indícios, negou que ali funcionasse um abate clandestino. O dono de açougue foi encontrado e notificado e o processo será encaminhado nesta quinta-feira (12) ao Ministério Público.
A coordenadora alerta aos açougueiros que querem burlar a lei: “estamos de olho, as ações estão sendo intensificadas para impedir o abate clandestino no município”.
Atualmente, em Guanhães, de acordo com a Vigilância, existe um frigorífico autorizado a realizar abates de acordo com a Lei. “Hoje a situação mudou e o comerciante tem condições de oferecer um produto de qualidade ao consumidor. Só não faz isso quem não quer”, observou Aline.
A Vigilância Sanitária alerta, ainda, para os sérios riscos que a carne sem inspeção pode oferecer à saúde da população. “São cerca de 30 doenças que podem ser transmitidas pela carne contaminada. Na nossa região as mais comuns são tuberculose bovina, cisticercose e brucelose”.
Aline também informou que recentemente, um estudo revelou que 40% das pessoas em clínicas psiquiátricas no Brasil, são portadores de doenças causadas por carne contaminada.
“Setenta por cento da carne, hoje em Guanhães, é inspecionada, mas tem gente que quer burlar as regras, mas estamos trabalhando para acabar com isso e oferecer aos consumidores uma margem mais alta de carne inspecionada”, ressaltou a coordenadora que faz um apelo à população para que denuncie os abates clandestinos.
INFORMAÇÕES E DENÚNCIAS:
Vigilância Sanitária - 3421-1501, ramal 221 Promotoria De Justiça - 3421-2466 IMA - 3421-2623 ou 3421-2609








