O IMA realiza um trabalho permanente de combate ao morcego hematófago, que é o transmissor da raiva. Em 2010, técnicos do Instituto cadastraram e revistoriaram 3007 abrigos em todo o Estado.
Nas quatro cidades que compõe o Escritório Seccional de Guanhães, 100 abrigos foram cadastrados. Sendo 34 em Guanhães, 28 em Dores de Guanhães, 27 em Senhora do Porto e 11 abrigos em Carmésia.
Segundo o auxiliar operacional do escritório do IMA em Guanhães, Ênio Lorival Nunes Coelho, que é responsável por vistoriar os abrigos e capturar os morcegos, o maior índice de ataque a rebanhos é no município de Dores de Guanhães.
Prevenção
O profissional informou que o morcego ataca todos os dias, por isso, a importância dos produtores rurais em imunizar anualmente os animais contra a raiva. E claro, sempre notificar o IMA sobre qualquer ocorrência da doença.
Ênio contou como é feito o controle da doença “fazemos a captura dos morcegos em redes e equipamentos específicos. Presos, eles recebem nas costas uma pasta (vampiricida) e são soltos novamente. De volta ao abrigo, aquele morcego que foi tratado consegue matar 20 morcegos, já que esses animais têm o hábito de se lamberem”, explicou.
Ainda segundo Ênio, é grande o número de morcegos em Guanhães e região, mas esse número tem diminuído devido ao controle da doença, porém, ele alertar, é importante tomar cuidado: “a demanda de notificações ainda é grande, todo dia somos acionados. Conseguimos acabar com alguns abrigos, mas existem outros de difícil localização. Sabemos que existe, mas não sabemos onde, aí que mora o perigo”, orientou.
O auxiliar operacional, experiente na área, informou que túneis de larvas antigos também são locais de abrigo “No Parque Estadual Serra do Candonga 15 túneis foram encontrados, dois deles se tornaram abrigo de morcegos”, comentou.








