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Postado em 05/08/2008 - 15:40

Promotor da Comarca de Peçanha pediu
nova prisão de padre acusado de pedofilia


O promotor da Comarca de Peçanha, Dr. Christiano Leonardo Gonzaga, pediu novamente a prisão preventiva do padre Marcílio Amorim Mendes acusado de atentado violento ao pudor e pedofilia. O padre foi preso no dia 14 de maio após denúncia de mães de menores e de uma testemunha.

Após ser preso o padre foi transferido para cadeia pública de Guanhães por possuir curso superior e ter direito a cela especial.

Na época o Juiz da Comarca Dr. Geraldo Antônio de Freitas, acatou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público Estadual. O mesmo juiz aceitou o pedido de hábeas corpus feito pela defesa do padre e ele foi solto no dia 12 de junho, após o juiz entender que o acusado não apresentava ameaça às testemunhas e ao andamento do processo.

Segundo o promotor o pedido de prisão foi feito há 10 dias e aguarda parecer do Tribunal de Justiça em Belo Horizonte, ele não soube informa o prazo para que o pedido seja expedido.

Dr. Chrisitiano Gonzaga disse acreditar que até o final do ano a sentença final seja decretada. Segundo o promotor, que se diz confiante com as provas, que segundo ele, são muitas, a reforma no Código de Processo Penal que agiliza os processos e entra em vigor em agosto, será aplicada no caso do padre, podendo, assim, a sentença ser decretada antes mesmo do esperado, informou o promotor.

Das três testemunhas, a principal confirmou os abusos e as agressões sofridas. Outra negou ter sido molestada pelo religioso, ela mora junto com o padre.

Ainda de acordo com o promotor falta ouvir a terceira testemunha que reside em Belo Horizonte. A testemunha, que também é vítima do padre, confirmou os abusos sofridos na delegacia de polícia, e agora será ouvida em juízo para confirmar as acusações.

O promotor afirmou que Marcílio Amorim Mendes pode estar em Virginópolis, de onde ele é natural, trabalhando como taxista. Ainda segundo o promotor, o padre foi afastado da igreja por tempo indeterminado.

O Bispo Diocesano Dom Emanuel Messias de Oliveira confirmou que o padre Marcílio Amorim está sem uso de ordem, ou seja, não está trabalhando para a igreja e disse que não sabia do novo pedido de prisão do padre.

No site da Diocese de Guanhães – www.diocesedeguanhaes.com.br - o Padre Marcílio Amorim Mendes ainda consta como pároco da Paróquia Santo Antônio em Peçanha, no site, inclusive, é possível visualizar a foto e um breve currículo do religioso.

Segundo Dom Emanuel, desde o dia 2, sábado, o padre Marcelo Romano assumiu a Paróquia Santo Antônio em Peçanha e o site, com informações do novo pároco, será atualizado.

***O site foi acessado no dia 5 de agosto, uma segunda-feira, às 11h03.

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